Deus não vê um ladrão, Deus vê um filho!

Uma professora me contou sobre o quanto ela fica decepcionada cada vez que deixa as salas de aula no intervalo e vai para a sala dos professores, pois seus colegas de trabalho não sabem fazer outra coisa a não ser falar sobre o quanto os alunos são ignorantes, indisciplinados e despreparados. Então eu quis saber porque ela fica triste ao ouvir os professores criticarem os jovens daquela escola – (eu já sabia que muitos deles vivem sem nenhuma estrutura familiar e que se apegam à criminalidade para encontrar um ‘meio de vida’).

E a resposta dela me surpreendeu: Ela disse: “Eu fico triste porque acredito que as pessoas são maravilhosas e o nosso papel como educador é fazer com que elas se sintam dessa maneira. Não importa se eles estão envolvidos com o tráfico de drogas ou com a prostituição. Eles são especiais para Deus e precisam saber disso!” Quando ela terminou, confesso que não consegui fazer outra coisa a não ser concordar com ela. Esse comentário me fez pensar que a visão que temos das pessoas determina como as trataremos, então me lembrei da história de Zaqueu. Veja o que a Bíblia diz:

“Jesus entrou em Jericó, e atravessava a cidade. Havia ali um homem rico chamado Zaqueu, chefe dos publicanos. Ele queria ver quem era Jesus, mas, sendo de pequena estatura, não o conseguia, por causa da multidão. Assim, correu adiante e subiu numa figueira brava para vê-lo, pois Jesus ia passar por ali. Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e lhe disse: ‘Zaqueu, desça depressa. Quero ficar em sua casa hoje’. Então ele desceu rapidamente e o recebeu com alegria. Todo o povo viu isso e começou a se queixar: ‘Ele se hospedou na casa de um pecador’. Mas Zaqueu levantou-se e disse ao Senhor: ‘Olha, Senhor! Estou dando a metade dos meus bens aos pobres; e se de alguém extorqui alguma coisa, devolverei quatro vezes mais’. Jesus lhe disse: ‘Hoje houve salvação nesta casa! Porque este homem também é filho de Abraão. Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido” (Lucas 19:1-10).

Os moradores da cidade de Jericó ficaram ofendidos quando Jesus foi à casa de Zaqueu, pois ele era cobrador de impostos. No entanto, ao ser olhado com amor por Jesus, aquele homem passou por uma profunda transformação em seu coração.

Você notou a semelhança com a história dessa professora? Enquanto a grande maioria de seus colegas só consegue apontar os defeitos dos alunos daquela escola, ela escolheu olhar para eles com compaixão, independente dos seus problemas e da condição em que vivem. Ela conseguiu enxergar com os olhos de Jesus. Diante disso, chego a conclusão: quando enxergamos as pessoas como perdedoras, nós as tratamos com descaso, mas quando as vemos como pessoas perdidas que precisam ser encontradas por Deus, nós as tratamos com compaixão. Jesus nunca vê perdedores, apenas pessoas perdidas a quem Ele ama e deseja resgatar! Não é por acaso que Ele disse: “Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido” (Lucas 19:10).

Agora eu te pergunto: Quando você olha para os outros, que tipo de pessoa você vê? Perdedores ou perdidos que podem ser encontrados? Lembre-se de uma coisa: um dia você estava perdido, sem esperança e sem futuro. Você tinha tudo para dar errado, mas Jesus derramou o sangue dEle na cruz para que você pudesse ser encontrado por Deus. Por isso, o seu papel é enxergar as pessoas sempre com o olhar de Jesus!

Deixe uma resposta